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Pra completar – ainda sobre notas

November 27th, 2008 Rabiscaí! Checa os rabiscos.

Opa, opa! Gostei do movimento gerado pelo último post. Para adicionar conteúdo ao debate, um trecho de entrevista da Veja com a especialista Jancis Robinson, em que ela fala justamente sobre a diferença de opiniões entre os avaliadores (os negritos e itálicos são resultado da minha intromissão):

Veja – Há quatro anos, a senhora deu uma nota baixíssima a um vinho bem avaliado por outro crítico respeitado  — e controverso — , o americano Robert Parker. Afinal, chegou-se à conclusão de quem estava certo?
Jancis A verdade é que não existe certo e errado na apreciação de um vinho. Todos têm preferências individuais e sensibilidades diferentes. Portanto, uma discordância não surpreende, principalmente quando se trata de um Chatêau Pavie 2003, que levou ao extremo sua maturidade e o nível de tanino. Recentemente, voltei a prová-lo e mantive minha opinião. Tenho certeza de que Parker manteve a dele.

Veja – O que significa o fato de dois juízes respeitados terem opiniões opostas sobre o mesmo vinho?
Jancis – Que a análise de vinho é pessoal. Por isso, acho que reduzir um vinho a uma nota é tolo, ilusório. Vou dar um exemplo. Um júri profissional como o Grand Jury European que, como se sabe  no meio, é mais favorável a vinhos modernos, divulgou um ranking onde o Château Pavie 2003 estava mal colocado. O mesmo vinho, ao ser avaliado por um grupo de profissionais ingleses, ficou numa posição intermediária.”

Beda (fora da entrevista, porém) É interessante notar que a tendência atual em avaliações sérias (ao menos na opinião de gente que eu respeito) é a de fazer painéis de degustadores que se alternam na degustação dos vinhos e que, ao final, debatem em grupo os resultados das avaliações, antes de concluir as notas e anotações, questionando e sendo questionados sobre suas opiniões e sensações, diminuindo as margens de erro por falsas impressões, mal-entendidos e grandes contrastes de experiências e compreensões. Nada como a velha e boa troca de idéias, não?

  1. 27 de November, 2008 at 15:59 | #1

    agora foste mais rápido que eu: comecei a rabiscar algumas coisas para falar sobre isso, e entre elas dois trechos dessa mesma entrevista. um deles é esse aí.

    mas hoje não termino o texto. tenho antes que terminar uma tradução chatíssima, que se arrasta há semanas…

  2. 27 de November, 2008 at 16:36 | #2

    conteúdo 98
    referências 97
    poder de síntese 100
    crítica 99

  3. 27 de November, 2008 at 16:48 | #3

    Era um assim que você queria, não era? Infelizmente, assim é muito pouco pra mim.

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