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Borgonha 2 – Em diante

December 29th, 2008 Rabiscaí! Checa os rabiscos.

Dando seqüência ao quase já antiquíssimo post sobre a Borgonha, que falava em geral da região e das denominações básicas, um trechinho sobre as denominações que especificam melhor a origem dos vinhos:

As denominações mais específicas são, progessivamente, mais restritas. A etiqueta pode indicar, portanto, de acordo com a origem das uvas:

  • uma região;
  • um Village;
  • um vinhedo específico.

Os vinhos regionais (por exemplo, de Hautes-Côtes de Nuits) provêm de qualquer vinhedo dentro daquela região e compreendem vinhos de vários níveis de qualidade, como no mapa abaixo.

Côte de Nuits, origem dos maiores tintos da Borgonha.

Os vinhos de Village – ou vilarejo – (Volnay, Auxey Duresses, Beaune), provêm de vinhedos específicos ao redor do village indicado. Por exemplo:

Todos os vinhedos indicados entre as linhas pontilhadas compõem a denominação Beaune Village, ou seja, os vinhos produzidos com uvas de qualquer parte desta área podem receber a etiqueta “Beaune”.

Beaune, a capital do vinho da Borgonha.

Finalmente, o rótulo pode indicar um vinhedo específico (La Romanée Conti, Les Perrières, Aux Bousselots), podendo ser um

  • Premier Cru: sempre observando o mapa de Beaune, um vinho que provenha de uvas cultivadas especificamente dentro de um do vinhedos delimitados (Belissand, por exemplo), poderá receber a indicação Beaune 1er Cru Belissand.
  • Grand Cru: os vinhedos de mais alta qualidade são os Grands Crus. Um dos mais famosos é o  monopólio Romanée Conti. Ao redor de Beaune, nosso exemplo acima, não há Grands Crus.

Uma mistura de vinhos de diferentes vinhedos de mesmo nível irá produzir um vinho que pode ser etiquetado como “(Village) Grand Cru” ou “(Village) Premier Cru”, por exemplo, Montagny 1er Cru.

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