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Notas rápidas de sábado à noite

February 20th, 2011 Rabiscaí! Checa os rabiscos.

Uma semana depois do “ceviche do Chico”, continuamos com vontade de peixe semi-cru, mergulhado em limão e outros sabores pungentes. Toca pro supermercado passadas oito da noite pra comprar os ingredientes faltantes, pica peixe, rala gengibre, mistura tudo no saco e, enquanto espera, taça de vinho e estréia de jogo.

O vinho é a segunda tentativa de avaliar o que podemos encontrar no supermercado (a primeira eu esbocei mas não publiquei, já faz ano, quem sabe eu tomo coragem) e o que disso é bom de beber. A loja aqui perto de casa tem uma área relativamente grande dedicada aos vinhos e só de passar o olho já se entende o que é que vende de verdade ali:

Emissão de carbono zero: noite de sábado eco-legal.

Emissão de carbono zero: noite de sábado eco-legal.

– quase uma estante inteira para italianos bem, bem baratos (Lambrusco dominando);

– três ou quatro estantes de argentinos, 70% tintos, os restantes Chardonnay barato com “oak” e “reserve” brilhando no rótulo (afasta de mim esse cálice);

– duas estantes de chilenos, 80% tintos, os restantes Sauvignon Blanc e Chardonnay;

– uma estante misturando de tudo, com foco em Espanha mas bastante Portugal (do mesmo nível do resto, Lancers e Mateus em alta), mas também África do Sul, Nova Zelândia e outras;

– duas estantes para vinhos brasileiros, todos das grandes marcas, a maioria rótulos das gamas mais baixas agora com etiquetas estilizadas e bonitas, a la pega bobo (pena, houvesse ali qualquer coisa da nova onda de pequenos produtores eu teria comprado sem pestanejar (muito);

– um “blanc de blancs” americano que na verdade era alaranjado (e kosher, provavelmente por Mevushal, ou seja, pasteurização – vinho cozido).

Precisávamos de algo para escoltar a textura delicada do peixe e a alta acidez do ceviche, então os candidatos eram dois:

a) chileno, Sauvignon Blanc, produtor desconhecido por mim, R$19,90, alto risco, excelente amostra (já que preço acessível e disponibilidade no supermercado são as questões centrais depois de possibilidade de harmonização);

b) neo-zelandês, Riesling, produtor desconhecido por mim, R$39,90, alto risco, amostra interessante (apesar de sair da faixa de preços desejável para a pesquisa, aumentam as chances do teor de açúcar ser mais alto do que o desejável, mas também aumentam as chances de ser um vinho mais prazeiroso do que o candidato chileno).

O neo-zelandês levou a parada e, enquanto preparávamos o ceviche, o vinho foi direto pro compartimento “Congelamento Rápido” – que funciona que é uma beleza mesmo em dias quentes como os últimos 3768 desse janeiro que não acaba (mesmo a gente já estando no final de fevereiro).

Administrar a campanha à presidência americana agora já pode ser feito no conforto do seu lar.

Administrar a campanha à presidência americana agora já pode ser feito no conforto do seu lar. Foto: OpettajaH

Saído de lá pras taças, mostrou a que veio: fresco, perfumado, ligeiramente característico da variedade (muito cítrico, um pouco tropical, notas florais), com a acidez bem colocada (talvez até artificialmente?) pra segurar o açúcar residual, que não era baixo (o site do produtor, muito completo e colorido, acabou de confirmar: 6 g/L).

Nada de especial, mas correto e coerente com o preço (origem, valor e distribuição). Precisando, compro de novo.

O jogo, pra quem estiver interessado, é o Campaign Manager, da Z-Man. A Bel personificou o gerente de campanha do McCain, enquanto eu lutava pra conquistar votos para o Obama. Ao contrário do que aconteceu em 2008, McCain levou a melhor, no último segundo de jogo.

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