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Notas rápidas de sáb- er… quinta à noite.

Tenho certeza que não vai dar pra manter notas rápidas semanais, mas eventualmente elas podem sair com algum atraso… não podem?

Pra quem ficou entretido com a história dos vinhos espumantes ingleses, seguem aqui três notas de degustação de um mesmo espumante, em safras diferentes. Achei interessante compará-las e observar a variação entre os vinhos ao longo dos anos, mas tirem suas próprias conclusões. A primeira delas é da própria Jancis, desta degustação de agora. A segunda é minha, de dois anos atrás. A última, de Chris Kissac, que vocês já conhecem e que fez sua própria versão dessa degustação há cerca de dez anos, com resultados muito interessantes.

Ridgeview, Bloomsbury Merret Brut 2008 England

Espumoso. Nariz muito neutro que sugere um pouco de álcool. Ataque assertivamente seco. Bastante adstringente. Não muito interessante, mas talvez muito jovem? 15 pontos. Beber entre 2012-2015.
Preço: £19,95 (03/2011) – Jancis Robinson

Ridgeview Cuvée Merret Bloomsbury 2006 – Inglaterra

Dourado médio, ricas e pequenas bolhas, muito persistentes. Nariz limpo, de intensidade média -, aromas de desenvolvimento (biscoitos, nozes) e maçãs maduras. Em boca é seco, mousse cremosa e delicada, acidez média para espumante. Tostado, com destaque para maçãs e biscoitos. Ainda fresco, com bom equilíbrio, para consumo em até 5 anos, sem possibilidade de desenvolvimento.
Preço: £21 (03/2009) – Éieu mês.

Ridgeview Estate Bloomsbury Cuvée Merret 1996

Atraente dourado-esverdeado. Perlage bastante cheio, talvez grosseiro. Nariz de limão, maçã, quase herbáceo. O paladar tem acidez desbalanceada, ligeiramente adocicado, com textura cremosa. A mousse é um pouco grosseira. Inicialmente, era bebível, mas cansei-me rapidamente do vinho. Um trabalho fraco. 13/20
Preço: n.d. (08/2000) – Chris Kissac, the Winedoctor.

 

Surpresa da semana: um Cru Artisan melhor que muito Bourgeois por aí.

O vinho de destaque de verdade nessa semana é um Bordeaux insuspeitado, aberto na companhia dos primos Giselle e Alban Rolland e finzinho de adega deles, trazida da França.

Château des Graviers é uma das propriedades de Bordeaux que decidiu reviver uma classificação meio apagada por falta de crédito, a dos Crus Artisans. Quem conhece um pouco sobre a estrutura de classificação de Bordeaux sem dúvida já sabe quais são os Grands Crus Classés e talvez conheça os Crus Bourgeois, que são mais fáceis de achar por aí. Os Artisans têm zero presença no mercado brasileiro (costumamos ser excessivamente objetivos na hora de consultar as classificações…) mas mostrou ter uma estofa que falta a muito Cru Bourgeois por aí.

Um senhor respeitável, com quase quinze anos de vida envelheceu bem, amaciando taninos, conservando fruta e desenvolvendo muito bem os aromas da idade. Saboroso, equilibrado, sem maiores defeitos.

 

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