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Tornando-se um Master of Wine – os conselhos de Vasco Magalhães

Vasco Magalhães é responsável pelo Wine Education na SOGRAPE, maior grupo vitivinícola de Portugal. No artigo anterior da série “Tornando-se um Master of Wine“, Vasco relatou um pouco de como o Instituto dos Masters of Wine ajudou-lhe a moldar sua carreira no mundo do vinho. Neste artigo, vamos ver conselhos selecionados da nossa conversa sobre os preparativos:

(…) em primeiro lugar, ter concluído o Diploma é um pré-requisito muito importante de preparação para o MW. É importante a nível de conhecimentos que nos traz, obriga a um estudo, trabalho escrito e um “à vontade” na prova de vinhos que é de fato o melhor alicerce para os estudos do MW. Mas também dá para ver o esforço que é exigido para a concretização desta formação. É o esforço físico e mental, a disponibilidade pessoal com prejuízo da família, e esforço financeiro este elemento do qual estamos sempre dependentes. (…)

(…) A minha grande dificuldade no estudo do Master of Wine foi sempre a parte escrita na preparação dos essays. O meu inglês falado e escrito até que é bom mas não é a minha língua materna e isso trouxe já muita dificuldade na forma de expressão e apresentação clara do tema em estudo; depois a capacidade de síntese que temos que nos habituar, ser capaz de numa folha e meia A4 introduzir um tema, desenvolvê-lo, dar exemplos, utilizar referências de quotes de viticultores, enólogos, marketeers, etc. e acabar com uma conclusão que seja um ponto de vista e não um resumo do que foi dito no trabalho. (…)

(…) É importante também saber quais os temas “da moda” como por exemplo, a viticultura biológica e/ou biodinâmica. As viagens a diferentes regiões vitícolas, falar com os técnicos ou donos de empresas, é a melhor forma de enriquecer a qualidade dos seus estudos. (…)

(…) Em relação às provas [degustações] é uma questão de técnica, se no exame identificarmos um Cabernet/Shiraz da Austrália, não é aí que vamos pensar na nota de prova, que já tem que estar na nossa cabeça e sim saber porquê identificamos o Cabernet e o Shiraz e porquê da Austrália. Aconselho a prova de vinhos que sejam bons exemplos de castas, países, regiões e não vinhos de grandes volumes que serão difíceis de ter referências aromáticas ou de paladar que nos possam ajudar. (…)

Vasco Magalhaes_p

Saiba mais sobre Vasco Magalhães e entre em contato com ele através de sua página na Association of Wine Educators:

http://www.wineeducators.com/vasco_magalhaes.html.

Muito obrigado ao Vasco pela inestimável ajuda e um agradecimento especial ao António Campos pela “ponte”.

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