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Tornando-se um Master of Wine – Apresentando Luiz Alberto, The Wine Hub

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Beda

Luiz Alberto (ele só se apresenta assim, sem sobrenome mesmo!) nasceu e cresceu no interior de São Paulo, mas mudou-se para os Estados Unidos com a mulher em 1995. A partir daí, foi descobrindo o incrível universo do vinho num dos mercados mais abertos do mundo – há vinhos de todas as regiões vinícolas por lá, mas o mais importante: os preços são extremamente acessíveis. Luiz provou de tudo, em painéis de degustação caseiros, com amigos, em lojas e eventos: de Bordeaux Grands Crus aos mais variados e finos Borgonhas.

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Degustador conectado: Luiz Alberto toma anotações e posta no Twitter em seu Ipad.

A coisa começou a ficar séria quando Luiz quis freqüentar “wine shows”, principalmente na Europa. As feiras – grandes, pequenas, genéricas ou específicas – são uma das formas mais acessíveis e intensas para se provar vinhos e aprender sobre regiões. O contato direto com produtores, a simples quantidade de amostras que é possível provar em um mesmo lugar e na mesma hora, tudo conspira para facilitar a absorção de conhecimentos sobre o vinho.

Por volta de 2003, portanto, Luiz já tinha começado a viajar com intensidade e precisava poder utilizar seu trabalho como suporte para essas viagens. Foi aí que nasceu The Wine Hub, um site que na definicão do próprio Luiz “é tanta coisa que as pessoas não conseguem saber o que é”.

Incialmente, o TWH era um agregador de conteúdo e o que fez sua fama, ao menos entre os profissionais e apreciadores, foram os seus quiz sobre vinho: “Na verdade, quando o site entrou no ar, eu não tinha idéia de como monetizar, como ganhar dinheiro com aquilo. Os quizes foram uma boa, foram uma coisa que por um bom tempo foi o que levou o site a ser conhecido. Hoje é muito difícil eu ir pra algum lugar do mundo, que eu mostre o cartão e – ‘Ah! Eu joguei o seu quiz!’”

Atualmente, há no TWH uma pequena loja de vinhos e uma central de enoturismo, com um projeto particularmente interessante: “Hoje eu importo vinho para os EUA, mas para vender na verdade nas vinícolas na Europa. O turista vai pra Toscana, por exemplo, e no lugar de trazer uma garrafinha só, ele compra caixas e eu tenho nos EUA pra entregar.”

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Em uma das rápidas passagens pelo Brasil para visitar a família, o Luiz concordou em sentar para uma longa conversa sobre o IMW, regada a boas garrafas e acompanhada de pratos surpreendentes no restaurante Clos de Tapas. Aos que vêm acompanhando o processo ou têm interesse em saber mais sobre como tornar-se um Master of Wine, aguardem os highlights da conversa.

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