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Projeto IMW: Ludi incipiant!

October 6th, 2012 Rabiscaí! Checa os rabiscos.

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Entre julho e agosto últimos, estudantes de vinho do mundo todo roeram unhas na preparação de um portfolio com um breve relatório da experiência enológica pessoal, o currículo profissional e de estudos, uma carta de indicação e um par de exames – um teórico e um prático -, na expectativa de receber uma carta de aprovação e inscrição nos seminários anuais do Institute of Masters of Wine.

Há exatos 6 anos e dois meses, eu preparava um e-mail direcionado a Peter Csizmadia-Honigh, Education Manager no IMW. Eu havia passado os últimos dois ou três anos estudando vinho de maneira informal e pouco metódica e havia decidido me preparar profissionalmente.
Tendo encontrado por acaso uma cópia velha do Oxford Companion to Wine em uma livraria de Belo Horizonte, havia descoberto a existência dessa instituição e mal estava começando a compreender a importância de seus membros para o mercado do vinho mundial. Meu e-mail dizia, em inglês:

Mr. Csizmadia-Honigh,
Me formei em Gastronomia em uma universidade brasileira e tenho trabalhado com serviço, degustação e, mais recentemente, venda de vinhos nos últimos três anos. Tinha planos de seguir cursos na Itália (AIS) ou França (Université du Vin), mas tenho lido bastante sobre o mercado de vinhos na Inglaterra, suas oportunidades e os exames para MW.

Gostaria de receber instruções do education board do Instituto dos Master of Wine, relacionadas com a educação em vinho a ser seguida de forma a garantir a qualidade e completeza da minha própria formação, como indicações de cursos para sommeliers ou outros cursos formativos reconhecidos em Londres ou outra parte do Reino Unido.

No dia seguinte, recebi um extenso material que me deixou ao mesmo tempo intrigado e um tanto assustado com o grau de profundidade dos estudos para Master of Wine mas, atendendo à minha demanda, Peter indicou-me que havia um centro de educação em vinhos de relevo e importância – o WSET. Dei início aos estudos no mesmo ano e, no ano seguinte, cursei a primeira turma de Nível 3 da América Latina.

Nos últimos anos, entre meados de 2008 e meados de 2011, frequentei os seminários, estudei e realizei as provas do Nível 4 do WSET, considerado como pré-requisito e nivelador dos candidatos ao programa de formação do IMW. Agora, meu povo, chegou a hora. O caminho vem sendo longo, empenhativo, mas MUITO divertido. O que ainda está por vir, no entanto, é mais – longo, empenhativo e, espero, divertido. Ao longo dos próximos anos, se tudo segue conforme os planos, estarei entre os cerca de 400 candidatos em preparação intensa e constante para alguns dos exames mais rigorosos do mundo.

A ver o que vem pela frente…

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