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Projeto IMW – Balanço

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Tempo. Sobra. Falta. Passa.

É impressionante o salto mental que  pode ser causado por poucas, mas muito intensas horas de dedicação; pelo contato com pessoas que tenham diferentes percepções sobre assuntos que pareciam já estagnados; pela descoberta de sutilezas nesses temas antigos e de uma infinidade de novos temas; por visitar novas regiões e provar novos vinhos.

Dentro em breve se completa um ano desde minha inscrição oficial no programa de estudos do Instituto dos Masters of Wine. De lá para cá, vivi uma vida inteira em dez meses: viagens, garrafas, livros, pessoas, papéis, aulas.

Em combinação com o trabalho em um início de ano duro para o mercado brasileiro, as viagens constantes e horas de estudo mal me deixaram tempo para sentar e escrever. Praticamente não deixei nenhum relato sobre a semana inteira passada em Rust, na Áustria, sob nevasca quase constante, para o primeiro seminário do Instituto. Nada além de uns poucos tweets sobre as constantes idas a Londres para Course Days em que os tutores e os colegas compartilhavam suas melhores conclusões sobre como proceder nos estudos e nos exames. Pouco mais de umas fotos das visitas a regiões vinícolas, feitas com olhar renovado e inquisidoras coceiras mentais, que nos fazem pontuar cada frase com uns “Por que?” capazes de irritar o mais paciente dos enólogos.

Os resultados efetivos desse tempo, só eu posso sentir – e só com os anos vou poder colher. Mas estudo é estudo e os bacanões do IMW trataram de nos avaliar regularmente: ao longo do período fizemos cerca de cinco simulações práticas e teóricas do exame, simulações que foram corrigidas e resultaram em feedbacks. Em linhas gerais, estive sempre abaixo do necessário para superar os exames de verdade, mas sempre dentro do esperado para estudantes iniciantes.

A última dessas avaliações, conhecida por FYA – First Year Assessment – foi feita em princípios de Junho e teve seu resultado publicado há poucos dias. Esta tinha um peso diferente: servia como avaliação de andamento dos estudos e poderia trazer seis diferentes resultados: três “siga em frente” com diferentes desenvolvimentos; um “repita a avaliação ano que vem”; um “repita o primeiro ano de estudos” e um “afaste-se por dois anos antes de começar de novo”. Feliz e honestamente, me encontro em um dos “siga em frente”, o que me permitirá desenvolver ao longo do ano que vem minhas técnicas de examinação e aprofundar meus conhecimentos com o objetivo de prestar exames em 2015.

É impressionante, gratificante, estimulante como as portas vêm se abrindo ao longo deste processo. Como as pessoas se mostram interessadas e buscam dar suporte das maneiras que estiverem a seu alcance, aparentemente pelo simples fato de alguém decidir se dedicar a essa tarefa, às vezes mal-compreendida, mas visivelmente hercúlea.

Nos próximos capítulos, os ensaios que escrevi para o FYA e os comentários do examinadores sobre as questões. Enquanto isso, muito obrigado a todos pelo inestimável suporte.

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