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Arquivos da Categoria ‘Debate’

O Problema dos Aromas – Final?

Este artigo é a terceira parte de uma série. Leia a primeira aqui e a segunda aqui.

O olfato é provavelmente o sentido que menos recebe nossa atenção: estamos dominados pela visão, perdidos em meio aos sons, impotentes diante da força do tato e, quando se trata de nariz, oprimidos pela fumaça dos escapamentos e pelos cheiros intensos da comida óbvia e dos aromatizantes artificiais.… Leia mais...

O problema dos aromas – Parte 2

Sabemos – e é fácil verificar em laboratório –  que os responsáveis pelas sensações que os degustadores descrevem com nomes de frutas, especiarias, flores e outras coisas são, de fato, componentes químicos específicos.

Esses componentes, que estão dissolvidos no vinho, têm origem às vezes nas próprias uvas, mas, mais frequentemente nos processos de fermentação, amadurecimento e envelhecimento do vinho.

E são esses mesmos componentes, em combinação entre si e com milhares de outros, os que nos dão as sensações de sabor e de cheiro nas coisas comuns do nosso dia-a-dia: as frutas, as especiarias, nossas guloseimas prediletas… Leia mais...

O problema dos aromas

“Che gusto c’è mangiare se non se ne può parlare?”

Que gosto existe em comer se não se puder falar sobre a comida?” – pergunta Rossano Nistri, em seu “Dire, Fare, Gustare”, que é um manual para a conscientização e capacitação de verdadeiros professores do gosto, publicado pelo braço editorial do grupo Slow Food.

O movimento liderado pelo genial Carlo Petrini tem um projeto com o escopo de difundir nas escolas o ensino às crianças sobre sua comida, mas não com o foco “nutricional” ou o da “boa alimentação”. De… Leia mais...

Oz Clarke dá um recado

No início do ano, o especialista britânico Oz Clarke esteve no Brasil e causou febre entre as vinícolas e na blogosfera do vinho nacional com declarações apaixonadas, em que estimula a indústria vinícola a se libertar e fazer um trabalho independente, original e voltado para o futuro – inclusive com uvas de mesa.

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Guia de Vinhos sob nova administração

Não é sem motivo que são os mais velhos a levar adiante a tocha do vinho – é um universo que requer contato prolongado e, porque não, boa dose de recursos financeiros para permitir aquisição de experiência, avanços concretos e compreensões aprofundadas.

Os grandes enólogos, os maiores autores, os mais famosos degustadores, principais expoentes da cultura enológica, são respeitáveis senhores com algumas – as vezes várias – décadas de experiência.

Temos visto com freqüência (suficiente para que já esteja próximo do clichê) os destaques da mídia para a nova guarda da enologia mundial: filhos, sobrinhos… Leia mais...

Os ingleses, os espumantes, os espumantes ingleses.

Stephen Skelton, MW, é desses caras que não largam o osso: começou a vida profissional no mundo do vinho produzindo na Inglaterra, pioneiro. Passou uns anos na Alemanha, trabalhando com um dos gênios do vinhos no país, Dr. Helmut Becker (que pra muita gente das minhas vidas passadas é nome de escalador) para voltar pra Inglaterra e fazer mais vinhos, com essas uvas que ninguém sabe o que são nem quando está escrito (Bacchus, Elbling e montes de coisas terminadas em -rebe). Os alunos do Diploma no WSET devem conhecê-lo pelo livro de referência… Leia mais...

Categorias: Debate, Matérias, Provas Tags:

Em tempos de internet…

Como as desculpas pelo tempo em silêncio já viraram cabeçalho nesse blog, vou passar a saltar essa etapa e ir direto ao assunto.

Alguns já perceberam que as mudanças ainda estão acontecendo, a começar pela migração para um servidor estrangeiro (o que rendeu uns dias fora do ar, mas libertas quae sera tamen, já não tenho restrições de espaço, tráfego nem domínios e tudo por um terço do preço nacional!) e essa cara branca do blog meio sem cuidado, que é pra dar um tempo antes da aplicação do layout que tá no forno (tô esperando… Leia mais...

"A biodinâmica é um embuste"

Pesado, não?

Não é só uma frase de alguém – é o nome de um blog, inteiramente dedicado a desmanchar a imagem que a biodionâmica alcançou e a dimensão quase religiosa com que vem se expandindo. O autor, o enólogo Stuart Smith, decidiu embarcar nessa viagem (sem volta, devo dizer) ao assistir um vídeo de outro enólgo, Mike Benzinger, em que este apresentava o uso de chifres no preparo de compostos como uma “prática camponesa ancestral”.

Baseada nas palestras de Rudolph Steiner, hoje a biodinâmica mistura as linhas de cultivo orgânico e sustentável com uma série de práticas que envolvem homeopatia, astrologia em uma espécie de holística que integra até a agricultura “espiritualmente.” Complicadinho, né. Vocês não viram nem o começo. Leia mais...

Almoço, por favor.

Hoje, como outras vezes, não almocei. Sentado no computador, respondendo e-mails e montando planilhas, beliscando biscoitinhos com café expresso ou chá que diligente e cuidadosamente a Cris veio trazendo ao longo da manhã, só me dei conta da hora de almoçar quando já era tarde e eu teria que passar mais duas horas trancado numa sala. Me lembrei, de imediato, do Hugh Johnson.

Poucas pessoas no mundo têm o misto de experiência, conhecimento, sensibilidade e reflexões sobre vinho e tudo o que lhe circunda como Hugh Johnson, mentor de Jancis Robinson

Agenda de Eventos – Peripécias pelo mundo

Post rápido pra dizer que agora o Peripécias agora tem um calendário de eventos de vinho atualizadíssimo à disposição de quem estiver buscando boas taças para provar. Ao menos por enquanto, estou me concentrando em eventos de porte nacional e internacional e deixando os regionais somente para quando tenho interesse em participar. Se alguém tiver um evento, degustação, feira ou similar para sugerir, fique à vontade: pode ser que seja incluído na agenda.

Vocês vão encontrar coisas de relevo, como a Prowein em Düsseldorf, a… Leia mais...