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Arquivos da Categoria ‘Geografia’

Bibliografia – Livros Específicos: Regiões – Jerez #sherryweek

Leu o que veio antes? Aqui vão mais algumas referências bibliográficas. Neste post, minha seleção de livros sobre a região que faz meus vinhos prediletos – Jerez de la Frontera. Se você é millennial, instragrammer ou preguiçoso mesmo, a linha final de cada parágrafo resume porque o livro faz parte da lista. Você é louco por Jerez? Leve todos os eles.

Eliminei tudo que é excessivamente acadêmico, específico de algum produtor ou sub-região, está fora de catálogo há mais de duas décadas ou que tenha sido escrito em inglês arcaico ou espanhol da rainha isabel – confiem, tem muita coisa. Suponho que o que tem aqui vá manter todo mundo ocupado um bom tempo…

 

Sherry – The Wine World’s Best-Kept Secret – With Cocktails and Recipes
Talia Baiocchi

Talia Baiocchi, a editora da Punch, revista online focada em bebidas, preparou um livro bonito, fácil de ler e cheio de conteúdo real, sem enrolação. Isso inclui história, geografia, produção, bodegas, vinhos, receitas de coquetéis e de pratos também. Vale cada centavo. 

Você gosta de Jerez e quer saber/beber mais, sem parecer que está estudando? Leve este.

 

Sherry, Manzanilla and Montilla
Peter Liem and Jesus Barquín
Escrito a quatro mãos com o cara que se tornou a maior referência em Jerez para as referências do público de vinhos – Jesus Barquín – é talvez o livro com o melhor equilíbrio entre informações atualizadas, completas e técnicas, ainda assim escrito para um público leitor (ao invés de acadêmico). Possivelmente a melhor escolha de toda a lista, se você quiser um livro só.

Você gosta de Jerez e quer ler coisa séria sobre o assunto? Leve este.

 

Sherry
Julian Jeffs 

Este é um clássico (da coleção “Classic Wine Library”, reeditada recentemente!). Era o que se tornou pra mim o livro do Peter Liem com o Barquín (acima), então se você quiser mais referências (e um tom um pouquinho mais formal), este é boa adição pras prateleiras.

Você gosta de Jerez, quer ler coisa séria e montar uma biblioteca sobre o tema? Leve este também.

 

El Gran Libro de los Vinos de Jerez 

Este aqui é pra quem é fã e quer mostrar. É um blocão – pesado, grande, espesso, que pede uma mesinha de centro, mas cheio de conteúdo técnico e lindamente fotografado. Salvo engano, existe em inglês e espanhol, é editado pelo Conselho de Jerez (dava pra comprar direto deles), mas não é fácil de consultar.

Você quer um livrão de mesa, bonito, cheio de conteúdo técnico? Leve este.

 

Você é meio louco da cabeça, além de gostar de Jerez? Também tem este:

La Viticultura del Jerez
Alberto García de Luján
Esse é de uma onda mais acadêmica, bastante técnico e obviamente focado na viticultura, mas com informações bem precisas e interessantes, pra quem tiver paciência. Não consegui achar à venda em nenhum lugar pra incluir um link aqui. Se alguém quiser consultar o meu, pode vir.

Oz Clarke dá um recado

No início do ano, o especialista britânico Oz Clarke esteve no Brasil e causou febre entre as vinícolas e na blogosfera do vinho nacional com declarações apaixonadas, em que estimula a indústria vinícola a se libertar e fazer um trabalho independente, original e voltado para o futuro – inclusive com uvas de mesa.

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Praktikum in Württemberg – O começo

Não bastasse a pilha de trabalho acumulando todo dia em São Paulo e a última prova do Diploma do WSET por fazer, aceitei fazer parte do projeto Winexperience, desenvolvido pela associação Generation Riesling em conjunto com o Deutsche Weine Institut porque eu falo alemão, estava entediado e adoro Trollinger fiquei absolutamente maravilhado com os vinhos, as vinícolas e as cidades alemãs na minha visita do ano passado. Eu queria mesmo era ir para o Rheingau, ficar num castelo e beber Riesling vendo as

O íncrivel Pinot Noir alemão que encolheu…

… na minha taça. Acreditem, é verdade. A cada vez que eu olhava a taça, havia menos vinho. Sério.

Em meio ao vai-e-vem das visitas a produtores pela Alemanha, conseguimos incluir no roteiro a (praticamente desconhecida no exterior) região de Ahr, no extremo norte, para que pudéssemos provar os vinhos de Pinot Noir que são produzidos em uma das áreas vinícolas mais setentrionais do mundo. Com a ajuda de Janke Zeltwanger, agendamos uma visita a um dos produtores de maior sucesso na região, que nos receberia para apresentar esse que é um verdadeiro paradoxo da viti-vinicultura… Leia mais...

California Dreaming

Chegando de 15 dias de viagem, após uma prova escabrosa – mas muito menos dolorosa do que o esperado – me dei conta de que o blog está abandonado há quase 3 meses (!!!!) e com infinitos rascunhos começados, além de uma série de degustações documentadas e uma semana na Itália para relatar. Mal dos novos tempos, não posso fazer mais do que me adaptar às possibilidades e começar a liberar o que já está pronto, até poder finalizar e incluir o que está no forno. Vamos lá…

Foi com alguma ansiedade que fui ao Ici… Leia mais...

Borgonha 2 – Em diante

Dando seqüência ao quase já antiquíssimo post sobre a Borgonha, que falava em geral da região e das denominações básicas, um trechinho sobre as denominações que especificam melhor a origem dos vinhos:

As denominações mais específicas são, progessivamente, mais restritas. A etiqueta pode indicar, portanto, de acordo com a origem das uvas:

  • uma região;
  • um Village;
  • um vinhedo específico.

Os vinhos regionais (por exemplo, de Hautes-Côtes de Nuits) provêm de qualquer vinhedo dentro daquela região e compreendem vinhos de vários níveis de qualidade, como no mapa abaixo.… Leia mais...

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Borgonha

Num mês de excepcionais oportunidades de degustação, não posso deixar de mencionar uma aula especial – com prova – conduzida pelo especialista Jorge Lucki em São Paulo. Lucki é famoso por seu conhecimento da Borgonha (região que ele visita pelo menos uma vez anualmente, há 17 (é isso mesmo?) anos e por sua capacidade didática e a aula não ficou por menos: tivemos um belo overview sobre as características gerais da região e uma degustação única, com direito a um vinho de 30 anos.

A Borgonha é uma das regiões vinícolas mais renomadas, valorizadas… Leia mais...

Jerez – Oxidação!

Como já vimos, na produção de Jerez a primeira seleção dos vinhos é feita logo após a fermentação, quando o enólogo ou o capataz (o responsável pela manutenção das botas, os barris de Jerez) separa os lotes de acordo com a qualidade e o refinamento: os melhores vinhos serão utilizados na produção de Fino, sob crianza biologica, enquanto os menos delicados, mais rústicos vinhos servirão para a produção do Oloroso.

Oloroso quer dizer literalmente, em espanhol, perfumado: o… Leia mais...

Jerez – Fino e Manzanilla

A melhor surpresa (de algumas) de ter participado da Aula de Formação de Jerez foi a capacidade de Pancho Campo de explicar a produção de Jerez como se fosse um detalhezinho simples do mundo do vinho.

Bom, pode ser que alguns vejam a produção do vinho mais icônico e abandonado da Espanha como algo simples, mas pelas interrogações estampadas nas testas alheias e pela minha própria dificuldade em entender o que é que era o quê no passado, eu diria que o futuro MW espanhol acertou em cheio na aula dada na sede da ABS/SP… Leia mais...

Jerez – Introdução

Após um dia inteiro de Jerez e com uma prova de fortificados por vir, rever o material de hoje e passá-lo para cá vai ser de grande utilidade para assentar o estudo.

Também conhecidas como “bebida de tia”, especialmente na Inglaterra, as inúmeras variedades de vinhos da “tripla” denominação de origem Jerez/Xérès/Sherry perderam todo seu apelo durante as últimas décadas e a profusão de estilos e nomes que misturam espanhol e inglês confundem o público e afastam os iniciantes.


©Sherry.org

Numa tentativa ainda tímida de recuperar o prestígio de seus vinhos e… Leia mais...