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Arquivos da Categoria ‘Provas’

Das safras e degustações às cegas – finalmente

A safra de um vinho, para o consumidor, é um negócio esquisito: por um lado, sem dúvida, é referência importante de qualidade já que afeta o vinho diretamente (afinal, a videira é considerada a planta que mais fielmente transfere aquilo que viveu para seu fruto e em seguida para a bebida produzida com esse fruto), enquanto, por outro, não é nada dessas coisas no dia-a-dia do bebedor comum de vinhos.

Muita gente já chega afiada às lojas e restaurantes, engatilhando um “só 2005” ou “2002 de jeito nenhum” ou sacando uma elaborada pero no mucho

Notas rápidas de sábado à noite

Uma semana depois do “ceviche do Chico”, continuamos com vontade de peixe semi-cru, mergulhado em limão e outros sabores pungentes. Toca pro supermercado passadas oito da noite pra comprar os ingredientes faltantes, pica peixe, rala gengibre, mistura tudo no saco e, enquanto espera, taça de vinho e estréia de jogo.

O vinho é a segunda tentativa de avaliar o que podemos encontrar no supermercado (a primeira eu esbocei mas não publiquei, já faz ano, quem sabe eu tomo coragem) e o que disso é bom de beber. A loja aqui perto de casa tem uma área… Leia mais...

Notas rápidas de sábado à noite

Finalmente em companhia do Chico e da Cata, arrematamos o último golinho do Château Chalon 1990 do Courbet (que eu surrupiei no penúltimo encontro de quinta) pra abrir o apetite e refrescar do calor burro, praticamente entornamos um Clos Mathis 2006 do Ostertag e passamos a noite descobrindo o Barbaresco Brich Ronchi 2004 Leia mais...

Às cegas todos os vinhos são tintos

Aprender sobre vinho poderia entrar pro rol de “tarefas ingratas” não fosse o inquestionável prazer do percurso: entre garrafas deliciosas, viagens a algumas das mais bonitas regiões do mundo e pessoas de todo tipo, cor e credo com quem a gente se encontra pra tentar entender alguma coisa, quase dá pra esquecer o tanto que é fácil se perder em meio a tanta região, estilo, técnica e… safras. Malditas safras.

Acho que já falei de degustação às cegas e a semana foi rica em, bem, sentimentos mistos com relação a elas. O… Leia mais...

O íncrivel Pinot Noir alemão que encolheu…

… na minha taça. Acreditem, é verdade. A cada vez que eu olhava a taça, havia menos vinho. Sério.

Em meio ao vai-e-vem das visitas a produtores pela Alemanha, conseguimos incluir no roteiro a (praticamente desconhecida no exterior) região de Ahr, no extremo norte, para que pudéssemos provar os vinhos de Pinot Noir que são produzidos em uma das áreas vinícolas mais setentrionais do mundo. Com a ajuda de Janke Zeltwanger, agendamos uma visita a um dos produtores de maior sucesso na região, que nos receberia para apresentar esse que é um verdadeiro paradoxo da viti-vinicultura… Leia mais...

Maria Thun e a degustação biodinâmica de vinhos

Quando li pela primeira vez que se falava em “degustações biodinâmicas” ao invés de simplesmente “vinhos biodinâmicos”, procurei saber um pouco mais mas não dei muita bola ao assunto. Descartei-o como uma forma de fanatismo ou lobby dos produtores biodinâmicos e não pensei mais nisso.

Gosto muito dos vinhos biodinâmicos em geral: sem entrar no mérito das técnicas de cultivo e produção que caracterizam um grupo cada vez maior de produtores que aplicam os ensinamentos do austríaco Rudolf Steiner, seus vinhos são, em geral, extremamente bem produzidos, ricos em sutilezas aromáticas, equilibrados e representativos… Leia mais...

Gravner – Começando 2010 com a taça direita

Eu bem que quis culpar a idade pelo réveillon que acabou tão cedo esse ano, mas nem é verdade. Primeiro porque eu não tenho D.N.A. o suficiente pra isso – ainda que os cabelos já estejam fraquejando – e depois que o plano para a noite, muito muito confortável, inevitavelmente terminaria em sonolência: vinho e mais vinho, cozinha em casa, filme no sofá com chuvinha barulhando lá fora.

O cardápio, cuidadosamente pensado e maltrapilhamente produzido ao longo do dia, ia da saladinha verde com feta, figo e castanhas de cajú a um creme de iogurte com suspiros… Leia mais...

Notícias Rápidas

1. Alguns acompanharam pelo Twitter a primeira parte (a sóbria) do desbunde total da minha confraria que é o almoço-jantar de fim de ano (Sério. 8 horas de pajelança). Vários ícones da história do mundo do vinho estavam lá, a conversa passou por todos os campos do conhecimento humano e ainda ganhamos alguns livros de presente… Meu celular tomou banho de Bonnes Mares e passeou no prato de gnocchi, mas deu pra registrar coisas com a câmera e o moleskine. Acho.

2. É possível, vejam bem, possível, que muito em breve eu consiga uma… Leia mais...

Degustadores e Amadores, Epifanias e Pontuações. Sempre as pontuações.

Venho lendo aos poucos os artigos do livro “Questions of Taste”, uma coletânea de reflexões sobre os mais variados temas do mundo do vinho com um enfoque filosófico, mas com alto potencial de aplicação prática. Esta noite, fiquei feliz em descobrir algumas que me esclarecem ainda mais o problema das pontuações.

Barry Smith, o organizador da coletânea e autor de alguns dos artigos, discorre em um deles sobre a subjetividade da prova e, em especial (ao menos para mim) sobre como as mesmas são diferentes para um degustador experiente e um novato ou apreciador. Barry discorre bastante sobre o quanto céticos se tornam os “amadores” quanto às elaboradas, descritivas e, aparentemente, fantasiosas notas de degustação dos “especialistas”. Ele constrói bem uma base sobre a análise objetiva de vinhos para então dizer: […] Leia mais...

Noite de Jogos

Depois de martelar bastante, vinhos italianos e jogos de Reiner Knizia com o Rodrigo Volponi.

A foto está péssima (celular só tira foto que presta de dia, né) mas os vinhos são: Leia mais...

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