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Posts com a Tag ‘Debate’

Entre queijos e vinhos

Parece até nome de música baranga e, na prática, é meio que isso mesmo. Todo mundo sabe que eu gosto de queijo mais do que da minha mãe de chocolate, mas desde antes de vinho virar moda eu já tava meio irritado com tanta plaquinha e panfleto de “queijos e vinhos”. Aí passei um tempo – uns anos – pensando no assunto, donde essa nuvem cinza de texto aqui embaixo:

Então, as plaquinhas e convites eram pra essas maravilhosamente decadentes noitadas em que toneladas de cubinhos brancos e facas sujas de mofo azul se misturam às taças de brancos e tintos, mas especialmente… Leia mais...

O Problema dos Aromas – Final?

Este artigo é a terceira parte de uma série. Leia a primeira aqui e a segunda aqui.

O olfato é provavelmente o sentido que menos recebe nossa atenção: estamos dominados pela visão, perdidos em meio aos sons, impotentes diante da força do tato e, quando se trata de nariz, oprimidos pela fumaça dos escapamentos e pelos cheiros intensos da comida óbvia e dos aromatizantes artificiais.… Leia mais...

"A biodinâmica é um embuste"

Pesado, não?

Não é só uma frase de alguém – é o nome de um blog, inteiramente dedicado a desmanchar a imagem que a biodionâmica alcançou e a dimensão quase religiosa com que vem se expandindo. O autor, o enólogo Stuart Smith, decidiu embarcar nessa viagem (sem volta, devo dizer) ao assistir um vídeo de outro enólgo, Mike Benzinger, em que este apresentava o uso de chifres no preparo de compostos como uma “prática camponesa ancestral”.

Baseada nas palestras de Rudolph Steiner, hoje a biodinâmica mistura as linhas de cultivo orgânico e sustentável com uma série de práticas que envolvem homeopatia, astrologia em uma espécie de holística que integra até a agricultura “espiritualmente.” Complicadinho, né. Vocês não viram nem o começo. Leia mais...

Maria Thun e a degustação biodinâmica de vinhos

Quando li pela primeira vez que se falava em “degustações biodinâmicas” ao invés de simplesmente “vinhos biodinâmicos”, procurei saber um pouco mais mas não dei muita bola ao assunto. Descartei-o como uma forma de fanatismo ou lobby dos produtores biodinâmicos e não pensei mais nisso.

Gosto muito dos vinhos biodinâmicos em geral: sem entrar no mérito das técnicas de cultivo e produção que caracterizam um grupo cada vez maior de produtores que aplicam os ensinamentos do austríaco Rudolf Steiner, seus vinhos são, em geral, extremamente bem produzidos, ricos em sutilezas aromáticas, equilibrados e representativos… Leia mais...

Degustadores e Amadores, Epifanias e Pontuações. Sempre as pontuações.

Venho lendo aos poucos os artigos do livro “Questions of Taste”, uma coletânea de reflexões sobre os mais variados temas do mundo do vinho com um enfoque filosófico, mas com alto potencial de aplicação prática. Esta noite, fiquei feliz em descobrir algumas que me esclarecem ainda mais o problema das pontuações.

Barry Smith, o organizador da coletânea e autor de alguns dos artigos, discorre em um deles sobre a subjetividade da prova e, em especial (ao menos para mim) sobre como as mesmas são diferentes para um degustador experiente e um novato ou apreciador. Barry discorre bastante sobre o quanto céticos se tornam os “amadores” quanto às elaboradas, descritivas e, aparentemente, fantasiosas notas de degustação dos “especialistas”. Ele constrói bem uma base sobre a análise objetiva de vinhos para então dizer: […] Leia mais...

WineFuture, MediaFuture, EducationFuture

Não é em todo lugar que a gente vê pessoas com interesses comerciais relativamente óbvios defenderem a conexão em rede com tanto afinco quanto pudemos ver nas apresentações do WineFuture. E, de fato, quanto mais os apresentadores tinham “responsabilidades” comerciais, menos ênfase colocaram no sistema de rede (embora eu pense que, no caso dos que estavam ali presentes, isso ocorra mais por falta de conhecimento e reflexão sobre o assunto que por simples necessidade de manter o controle sobre a informação).

De todo modo, o que mais me impactou foi o quão reais e… Leia mais...

O perigo da imodéstia

Jancis Robinson publicou hoje, em seu site, um artigo de seu colaborador Richard Hemming sobre os espumantes ingleses e a polêmica declaração – com mais de 150 anos!!! – Leia mais...

Superficialidade, blogs e a pobre mídia brasileira

A superficialidade me assusta: ela é cômoda, fácil de atingir. Pior: virou demanda de mercado! “Não há tempo! Não há tempo!” – gritam, correndo, os coelhos. Os posts têm que ser curtos, as matérias das revistas não ensinam nada, os debates servem para mostrar “quem é que tem razão” ou quem consegue espetar o fígado do outro melhor.

Tenho cerca de 20 rascunhos gravados, esperando tempo para aprofundá-los. Três ou quatro posts foram publicados e aguardam seqüência até hoje. Não há tempo! Não há tempo!

Prometi pra alguns um post sobre… Leia mais...

Alhos e Bugalhos

Que é fácil confundir termos técnicos e denominações com as quais não estamos habituados, sem dúvida é sim. Quando tratamos de vinho, então, tão “recente” para o povo brasileiro – ou ainda, tão desconhecido para a IMENSA maioria – há confusão constante e muita. Me entristece porém que o próprio pessoal do meio estimule confusão e gere ainda mais bagunça. É fato que, num mercado tão novo, o “pessoal do meio” seja também um tanto… despreparado.

Foi com alguma alegria que ouvi hoje, da boca de um respeitado especialista, que ele considerava o Manoel Beato o melhor… Leia mais...

Leram nossos pensamentos, ragazzi

Pra quem não viu ainda, tem um breve debate sobre as pontuações na diVino desse mês. Alexandra Corvo queima pestanas achando absurdo pontuar e me identifico muito com os argumentos dela, embora não com as conclusões.

Fiquei triste com quão pouco extenso o espaço dedicado ao debate e nenhum comentário sobre os critérios utilizados pelos degustadores para avaliar os vinhos que eles provaram durante a conversa… Continuo com um rascunho aqui sobre superficialidade sendo escrito há um ano – e tentando não deixar um rabo pra sentar em cima ao falar dos outros.