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Posts com a Tag ‘Robert Parker’

Degustadores e Amadores, Epifanias e Pontuações. Sempre as pontuações.

Venho lendo aos poucos os artigos do livro “Questions of Taste”, uma coletânea de reflexões sobre os mais variados temas do mundo do vinho com um enfoque filosófico, mas com alto potencial de aplicação prática. Esta noite, fiquei feliz em descobrir algumas que me esclarecem ainda mais o problema das pontuações.

Barry Smith, o organizador da coletânea e autor de alguns dos artigos, discorre em um deles sobre a subjetividade da prova e, em especial (ao menos para mim) sobre como as mesmas são diferentes para um degustador experiente e um novato ou apreciador. Barry discorre bastante sobre o quanto céticos se tornam os “amadores” quanto às elaboradas, descritivas e, aparentemente, fantasiosas notas de degustação dos “especialistas”. Ele constrói bem uma base sobre a análise objetiva de vinhos para então dizer: […] Leia mais...

ISTO sim é comunicação eficiente

Nos últimos dias tenho acompanhado com um certo afinco os debates acontecidos e gerados pela conferência WineFuture, em Rioja.

Uma das conclusões que se tirou, em boa parte devido às apresentações de Robert Parker e Ryan Opaz, foi a de que a comunicação dos produtores, distribuidores, etc. com o público é falha.

Não sei se por coincidência, o blog Vinography publicou há poucos dias uma nota sobre um outro blog,  o Spittoon, que trazia uma notícia um tanto bizarra, ainda que divertida: uma rede de supermercados inglesa… Leia mais...

Sim, eu sei. Tá faltando coisa aqui, né.

Eu sei que eu fico prometendo “agora vai”, mas é que felizmente as coisas andam movimentadas por aqui. Depois de uma semana de cama (oinc, oinc), duas de casamento e lua-de-mel e mais duas de trabalho louco para deixar tudo pronto para o final-do-ano, nada mais óbvio que retomar o trab- quero dizer, recuperar o atraso e a ausência em uma das conferências mais importantes dos últimos tempos no quesito vinho: Wine Future, em Logroño, na Rioja. Leia mais...

Superficialidade, blogs e a pobre mídia brasileira

A superficialidade me assusta: ela é cômoda, fácil de atingir. Pior: virou demanda de mercado! “Não há tempo! Não há tempo!” – gritam, correndo, os coelhos. Os posts têm que ser curtos, as matérias das revistas não ensinam nada, os debates servem para mostrar “quem é que tem razão” ou quem consegue espetar o fígado do outro melhor.

Tenho cerca de 20 rascunhos gravados, esperando tempo para aprofundá-los. Três ou quatro posts foram publicados e aguardam seqüência até hoje. Não há tempo! Não há tempo!

Prometi pra alguns um post sobre… Leia mais...

Leram nossos pensamentos, ragazzi

Pra quem não viu ainda, tem um breve debate sobre as pontuações na diVino desse mês. Alexandra Corvo queima pestanas achando absurdo pontuar e me identifico muito com os argumentos dela, embora não com as conclusões.

Fiquei triste com quão pouco extenso o espaço dedicado ao debate e nenhum comentário sobre os critérios utilizados pelos degustadores para avaliar os vinhos que eles provaram durante a conversa… Continuo com um rascunho aqui sobre superficialidade sendo escrito há um ano – e tentando não deixar um rabo pra sentar em cima ao falar dos outros.

O que o Bob diz

Preparando material de divulgação, tenho aqui em mãos o mais recente “Parker’s Wine Buyer’s Guide”, sobre o qual ainda pretendo fazer um post. Para não deixar a peteca cair no debate sobre as pontuações, traduzi a opinião do Parker sobre as pontuações e o descritivo de como ele pontua. Acho válido e importante considerar o que ele diz.

Notem:
a importância que é dada aos vinhos de 85 a 89 pontos;
quantas vezes ele repete que as notas refletem a opinião dele;
o quanto é importante o fato de que há técnica e método envolvidos;
o conteúdo indispensavelmente importante do último… Leia mais...

Pra completar – ainda sobre notas

Opa, opa! Gostei do movimento gerado pelo último post. Para adicionar conteúdo ao debate, um trecho de entrevista da Veja com a especialista Jancis Robinson, em que ela fala justamente sobre a diferença de opiniões entre os avaliadores (os negritos e itálicos são resultado da minha intromissão):

Veja – Há quatro anos, a senhora deu uma nota baixíssima a um vinho bem avaliado por outro crítico respeitado  — e controverso — , o americano Robert Parker. Afinal, chegou-se à conclusão de quem estava certo?
Jancis A verdade é que não existe certo e

Imagine there’s no scores…

Há muito tempo, numa galáxia distante (cronologicamente, pelo menos, já que foi em Março de 2008), li no Winecast uns comentários do Tim Elliot sobre um post de um blog desconhecido pra mim (continua desconhecido até hoje), o Rockss and Fruit sobre um terceiro artigo (que aparentemente ninguém na internet conseguiu linkar – nem mesmo o Google!) de David Lillie, um reputado lojista nova-iorquino, sobre o sistema de pontuação. Ele começa assim:

“Quando a escala de 100 pontos para avaliar vinhos foi adotada por… Leia mais...

Uma proposta modesta; abandonar a escala de 100 pontos

Não era minha idéia utilizar um post pra publicar a tradução do artigo de David Lillie, mas me vi sem alternativa para fornecer o material original para quem ler meus rabiscos sobre ele, então aí vai:

“Quando a escala de 100 pontos para avaliar vinhos foi adotada por Robert Parker e subseqüentes escritores e publicações, pareceu ter um benéfico e estimulante efeito no cenário norte-americano do vinho. Consumidores que não tinham conhecimento e experiência, ou tinham suspeitas com relação ao mercado do vinho